--:--

Câmara de Campos do Jordão investiga possível fraude bancária de R$ 1,08 milhão; Polícia Civil apura o caso

Nove movimentações não autorizadas teriam sido realizadas na noite de quinta-feira (22). Legislativo afirma que houve bloqueio de transferências, mas recuperação dos valores ainda precisa ser confirmada.

Por Francisco Luiz Veloso Nunes 2 min de leitura
Câmara de Campos do Jordão investiga possível fraude bancária de R$ 1,08 milhão; Polícia Civil apura o caso

A Câmara Municipal de Campos do Jordão comunicou à Polícia Civil uma possível fraude eletrônica envolvendo R$ 1.087.253,09 de suas contas bancárias.

Segundo informações do boletim de ocorrência, nove movimentações suspeitas foram identificadas na noite de quinta-feira, 22 de outubro de 2026. O caso foi registrado na delegacia na sexta-feira (23) e ganhou repercussão após a divulgação de um posicionamento do Legislativo sobre as providências adotadas.

Movimentações foram identificadas como folha de pagamento

De acordo com o registro policial, as nove operações bancárias foram realizadas em uma conta da Câmara mantida no Banco do Brasil. As transferências apareceram identificadas sob a modalidade de folha de pagamento.

Representantes do Legislativo afirmaram que as movimentações não foram autorizadas pela instituição e que o valor total das transações chegou a R$ 1.087.253,09. A investigação deverá esclarecer como as operações foram realizadas, quais mecanismos foram utilizados e quem são os beneficiários dos recursos.

Banco alertou a Câmara sobre as operações

A irregularidade foi identificada na manhã de sexta-feira (23), quando um gerente bancário entrou em contato com representantes da Câmara por volta das 11h40.

Os responsáveis pelo Legislativo relataram à polícia que os valores e o horário das operações eram totalmente incompatíveis com a movimentação habitual da instituição. Um extrato bancário contendo as transferências foi apresentado para auxiliar a apuração.

Câmara cobra posicionamento da instituição financeira

Em posicionamento sobre o caso, a Câmara informou que registrou a ocorrência assim que tomou conhecimento dos fatos e iniciou providências para preservar os recursos públicos.

O Legislativo formalizou questionamentos à instituição financeira sobre os procedimentos de segurança e a ausência de bloqueio preventivo no momento em que as transações atípicas começaram a ser executadas. Até o momento, a recuperação efetiva dos valores e a extensão do bloqueio das contas de destino não foram formalmente confirmadas.

Polícia Civil investiga estelionato

O caso foi registrado como estelionato contra a administração pública, com autoria ainda desconhecida. A investigação buscará mapear os destinatários das transferências e os procedimentos de autenticação utilizados no sistema.

Também será verificado se houve comprometimento de sistemas internos ou utilização indevida de credenciais bancárias. Até o momento, não há confirmação de que as movimentações tenham comprometido o pagamento regular de servidores ou fornecedores da Casa.

Compartilhar